3 dicas para envolver seu filho na compra do material escolar

Hora de comprar o material escolar. Ao invés de entrar em pânico, que tal aproveitar a oportunidade para ajudar seu filho a tirar algumas lições positivas desse momento?
Em geral, os pais optam por deixar os filhos em casa, na tentativa de garantir um gasto menor na compra do material escolar. O pressuposto é que, o filho não estando junto, fica mais fácil escolher os materiais de menor preço.
Sugerimos uma atitude diferente, que vai trazer benefícios a todos: envolver seu filho e propor que este desafio seja de toda a família e não uma árdua tarefa para os pais.
Ao envolver o filho em todo o processo, desde o conhecimento do quanto a família tem disponível para gastar até a pesquisa de preços e compra do material você o ajuda com os seguintes benefícios:
  • Melhora da auto estima – ao sentir que você confia na capacidade de compreensão e participação de seu filho em todo o processo, ele cria uma imagem melhor de si próprio e se prepara para desafios de aprendizagem que enfrentará durante o ano letivo;
  • Senso de responsabilidade – ao ter que escolher entre modelos de mochila, caderno ou canetas disponíveis, considerando primeiro se estão dentro do orçamento, a criança ou adolescente assume a responsabilidade por cuidar melhor do material. A forma como o material será utilizado e preservado, assim como a relação com questões financeiras apresentam melhora e a criança amadurece.
  • Incentivo à criatividade – essa é uma excelente oportunidade para deixar que a imaginação entre em ação. Proponha um orçamento e deixe que seu filho quebre a cabeça para otimizar o que tem disponível. Por exemplo, ao reciclar materiais do ano anterior, ele abre possibilidade para menor restrição de preço na escolha de menos material a ser comprado. Algumas possibilidades para reaproveitar material são encapar com papel diferente cadernos que ainda possuem folhas a serem utilizadas, trocar com amigos ou primos as mochilas, de forma que cada um comece o ano letivo com uma bolsa diferente, apontar e organizar lápis de cor pouco utilizados etc.
  • Enriquecimento da memória de longo prazo – ao participar de uma experiência nova, cumprir as etapas de todo o processo da compra, chegar em casa e organizar o material, seu filho fará novas conexões que ajudarão no aprendizado ao longo do ano letivo. Para que a experiência seja ainda mais impactante, vale deixar que ele passe o material no caixa e efetue o pagamento também.
O único cuidado é adequar o grau de envolvimento de acordo com a idade e maturidade de seu filho. A pergunta frequente é sempre a idade a partir da qual a criança estaria pronta para compartilhar com os pais este momento. E a resposta é simples: se a criança já sabe escolher o lápis predileto, a imagem do personagem na capa do caderno ou o tipo de mochila, ela está pronta para escolher entre duas opções oferecidas pelos pais.
Na prática isso significa que no caso de crianças ainda pequenas, você, responsável, faz a pesquisa e deixa que seu filho escolha entre duas opções que estão dentro do orçamento previsto. E aproveite a oportunidade de explicar: essas duas mochilas estão no preço que podemos pagar. Qual delas você escolhe?
Para fechar com chave de ouro, de forma que a experiência seja aproveitada ao máximo e tenha efeito duradouro, não se esqueça de elogiar a participação que seu filho teve na manutenção do orçamento da família!

Promessas de ano novo em família

Você sabia que estresse e desentendimentos na rotina da família impactam no rendimento do seu filho na escola? Aproveite os últimos dias do ano para fazer junto com seu filho uma lista de atitudes que cada membro da família pode ter para tornar o ambiente mais tranquilo.
Durante uma refeição, converse com todos e deixe que pensem até a próxima refeição sobre o que podem fazer para melhorar os pontos que geram estresse e desentendimentos em casa. 
No caso de filhos acima de 10 anos, vocês podem combinar que cada um escreve uma meta para si próprio e uma sugestão para cada membro da família de algo que poderia melhorar. Para crianças menores, basta uma meta de algo que ela se propõe a fazer.
O desafio aqui consiste em conseguir que todos venham com afirmações, com proposta do que vão começar a fazer. A tendência, mesmo dos adultos é focar no que gostariam de eliminar,  o que gera frases com foco no aspecto negativo, do tipo: “não falar palavrão” ou “não gritar”. 
Nesse caso, a mudança para um relacionamento melhor dificilmente acontece dentro da família, pois fica em aberto o ponto que é essencial: o que você vai de fato fazer para que a vida de todos seja melhor?
Caso alguém venha com uma meta de foco no “não”, basta pedir que transforme em uma afirmação, que no caso dos exemplos acima, ficariam então assim: “vou usar palavras que sejam agressivas” ou “vou falar baixo”.
Pegue um pedaço de papel e passe para que cada um escreva sua meta, com a própria letra. Decorem juntos com moldura ou adesivos e cole em um lugar da casa a que todos tenham acesso frequente e constante, por exemplo, na porta da geladeira.
Se você tem filhos pequenos, ainda não completamente alfabetizados, deixe que eles escrevam da forma que conseguirem na folha.  Você escreve em algum lugar o que ele disser que está ali, para que possa lembrar ao longo do ano qual era a “promessa de ano novo” que ele fez.
Pronto, todos vocês têm uma promessa de ano novo escrita em família, e poderão recorrer a ela para manter dias de paz e união dentro de casa!